Quem são esses meninos? De onde eles vêm?
Será que tropeçaram na cauda de algum cometa e tombando de estrela em estrela foram cair aqui?
Mas logo aqui?...
A primeira vista o olhar é de estranhamento...
Seus olhinhos puxados, de narizes achatados, sorrisos ingênuos um tanto quanto bobos, tudo isso meio mal arranjado numa cabeça pequena, redonda como a lua...
Não deve ter sido à toa a forma escolhida pela natureza...
Ela deve ter tido lá suas razões, ou não seria desrazão?
Estranha também é esta sensação que muitas vezes experimentamos ao nos colocar frente a frente com aquilo que não reconhecemos.
Talvez a resposta esteja na voz do compositor, pois não é que narciso achava feio o que não é espelho?
Quem sabe se assombrado e assombrador aceitassem o convite e pelas mãos de Alice rompessem com os reflexos dos espelhos, atravessassem as fronteiras das margens que os cerceiam e mergulhassem no fluxo de um rio onde a fantasia, o sonho, a imaginação são espaços dentro dos quais chove...
Dagmar de Mello e Silva
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